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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Desertor do Estado Islâmico revela método "desumano" que acalmava reféns antes da execução.

Uma prática fria e calculista por trás da execução de reféns frente às câmeras foi revelada por um desertor do grupo terrorista Estado Islâmico (EI). Surpreendentemente, quando estavam à beira da morte, os reféns mostravam uma calma for a do comum para uma situação tão extrema. Em entrevista ao canal Sky News, um homem com o rosto coberto, de condinome Saleh, contou como era o processo de execução promovido pelo assassino “Jihadi John”, cujo nome real é Mohammed Emwazi, um britânico crescido em Londres, de acordo com o jornal The Washington Post. Saleh foi testemunha da degola do jornalista japonês Kenji Goto, em 30 de janeiro de 201, que teria sido executada por Emwazi.
De acordo com Saleh, ensaios rotineiros com os reféns eram realizados em frente às câmeras e, desta maneira, as vítimas eram enganadas e não sabiam qual seria o dia derradeiro de suas vidas. A tarefa de Saleh era dizer aos reféns que tudo era apenas outro ensaio e que nada aconteceria com eles. Além disso, para deixar as vítimas mais tranquilas, outro recurso era dar-lhes nomes árabes para que sentissem que eram tratados como amigos. Essa técnica foi aplicada ao japonês Kenji Goto, que ganhou o nome árabe de Abu Saad. Além de Goto, Emwazi também é apontado como responsável pela degola do jornalista norte-americano James Foley.
O desertor disse que deixou o EI por conta dos métodos bárbaros do grupo. Ele fugiu da Síria e hoje está refugiado na Turquia.

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